20 de maio de 2009

Consumidores devolvem 10% dos produtos

Pesquisa detecta impacto no faturamento gerado pelo retorno dos produtos vendidos no Brasil.


Dos produtos vendidos no Brasil, 10% retornam para as empresas. Em metade dos casos de devolução, os consumidores têm a solução em até uma semana. Essa constatação aparece na pesquisa ‘Políticas de logística reversa em empresas que atuam no Brasil’, que consultou 188 companhias, e foi realizado pelo CLRB (Conselho de Logística Reversa do Brasil).

“Nossa intenção foi levantar a quantidade e os custos do processo de devolução em relação às vendas. Metade das companhias afirmou gastar até 5% do faturamento obtido com o retorno dos produtos”, explica Paulo Roberto Leite, responsável pela pesquisa e autor do livro Logística Reversa – Meio Ambiente e Sustentabilidade.

O custo do retorno é maior do que a quantidade de itens devolvidos. Mas grande parte das companhias brasileiras ainda não mensuram devidamente os custos de retorno”, completa Leite.

Além da pesquisa, o fórum teve quatro palestras, duas delas ministradas por especialistas estrangeiros, e a apresentação de cases da Empresa Brasileira de Correios, TGestiona, Oxil, Rapidão Cometa e HP, além de participação de representante da Abinee.

Segundo o presidente da norte-americana Reverse Logistics Association (RLA), Gailen Vick, os produtos descartados sem nenhuma política de reaproveitamento afetam negativamente o meio ambiente e a vida da população em todo o mundo e, ao mesmo tempo, são um importante ativo perdido pelas empresas. Apesar disso, a logística reversa não recebe a atenção desejada por grande parte das corporações.

Outra pesquisa realizada, desta vez pela RLA, apurou que os processos na área de logística reversa representam entre 3% e 25% do Produto Interno Bruto (PIB) de alguns países. Nos Estados Unidos estima-se que movimente, no mínimo, 360 bilhões de dólares anualmente.

O Ministério de Minas e Energia brasileiro tem como meta substituir 10 milhões de refrigeradores obsoletos e energeticamente ineficientes em um prazo máximo de 10 anos. “Trata-se de um programa de grande envergadura que está sendo acompanhado por desenvolvimentos tecnológicos de empresas de logística reversa e que certamente trará ao debate os principais inibidores das cadeias reversas de outros setores empresariais”, finaliza Paulo Roberto Leite.


Fonte: CLRB – Conselho de Logística Reversa do Brasil
HSM Online

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