ADMINISTRAÇÃO: O GRANDE SEGREDO ESTÁ NO ÓBVIO

Administração: o grande segredo está no óbvio Entenda com Peter Drucker por que o caminho para os grandes resultados não está nas fórmulas complicadas, mas sim nas mais simples Para se conhecer a essência da Administração, nada melhor do que recorrer a Peter Drucker, considerado o guru dos gurus.

DEZ DICAS PARA SE DAR BEM NO AMBIENTE CORPORATIVO

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8 de maio de 2009

Como gerir pessoas a partir do perfil comportamental

Hoje, de acordo com a ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) o Brasil tem aproximadamente seis milhões de empresas e um milhão de profissionais que atuam em gestão de pessoas, seja em recursos humanos, ou como supervisores, gerentes, diretores ou presidentes.

É um número pequeno, comparado à nossa população, mas é evidente que crescerá ainda mais nos próximos anos. Além disso, pequenas e médias empresas também estão atentas à importância da gestão de pessoas, pois o capital humano é o bem mais precioso atualmente. Isso sem falar que várias áreas como logística, transportes, jurídica, tecnologia, entre outras, estão despertando para a necessidade dessa atividade, já que a produtividade está diretamente ligada às pessoas satisfeitas e felizes dentro das companhias.

Porém, gerir pessoas não é só criar sistemas de benefícios, fazer relatórios, ou outras atividades rotineiras. Vai muito além, pois é preciso saber como gerir e, mais importante que isso: conhecer os colaboradores a fundo e permitir que as pessoas certas estejam nos cargos certos. Além de evitar turnovers, agir com sabedoria torna o clima organizacional muito mais agradável.

Mas para isso, é importante seguir algumas dicas importantes:

  • Além do currículo, na hora de contratar, o gestor precisa saber qual é o perfil comportamental adequado para o cargo. E isso pode ser obtido com importantes soluções tecnológicas bastante acessíveis para empresas de todos os portes, hoje em dia. Entre elas, estão diversas modalidades de relatórios, que se utilizam do PPA (Análise de Perfil Pessoal), que provê uma percepção ampla sobre o comportamento dos indivíduos no trabalho, respondendo a questões como: quais são seus pontos fortes e limitações? Eles têm iniciativa? Como se comunicam? O que normalmente os motiva?
  • Se um colaborador não está produzindo de acordo com as metas, em vez de demitir, procure saber qual é o seu perfil comportamental e, se possível, mude-o de posição. Além de economizar com indenizações, etc., a pessoa já conhecerá os valores da empresa;
  • É importante conhecer o perfil comportamental de toda a equipe gerida,assim o gestor pode ter uma visão macro de seus colaboradores, que vai alémdas competências profissionais de cada um deles;
  • Em momentos críticos, como cortes de colaboradores, por exemplo, é fundamental avaliar o comportamento dos envolvidos. Dessa maneira, o gestor consegue saber quem são os funcionários com potencial a ser aproveitado e podem demitir outros que não tenham um comportamento adequado. Além de evitar injustiças, mantém os profissionais certos na empresa.

As ferramentas atuais para ajudar os gestores estão cada vez mais modernas e com custos reduzidos, assim todos podem otimizar suas gestões, a exemplo de grandes empresas que fazem isso há muitos anos.


Victor Martinez é especialista em treinamentos comportamentais e gestão de pessoas. É CEO da Thomas Brasil e Vice-presidente de Operações da Thomas International Latinoamericana. Ainda é palestrante e consultor de empresas de grande porte, como Pirelli, Pfizer, Gol, Yamaha, Telemar, entre outras.

6 de maio de 2009

A Classe C que movimenta bilhões

Classe social representa 85% da população brasileira e movimenta
R$620 bilhões por ano.


O crescimento da classe C pode ajudar o setor de cartões de crédito a driblar as dificuldades do mercado, segundo pesquisa realizada pela Avenida Brasil Comunicação. Hoje, essa classe social representa 85% da população brasileira e movimenta R$ 620 bilhões por ano. Segundo o estudo, 69% dos cartões de crédito estão nas mãos de pessoas com renda de até R$ 1,7 mil, o que representa 86,9 milhões de cartões de crédito. Os private label, conhecidos como cartões de loja, são maioria na classe C: 134,9 milhões de cartões, o que significa 78%.

As classes C, D e E movimentaram, no ano passado, R$ 111,8 bilhões em cartões de crédito, o que representa 52% do volume total. “Isso nos leva a crer que o crescimento da classe média e a inserção de classes de renda mais baixa nos meios de pagamentos impulsionará todo o setor nos próximos anos. E as empresas devem ficar atentas à forma de consumir desses novos clientes, oferecendo informações para os consumidores reduzirem o risco de inadimplência”, alertou Renato Meirelles, sócio-diretor da Avenida Brasil.

Para este ano, a previsão é de que haja no Brasil 6,1 bilhões de transações com cartões, segundo levantamento da Abecs (Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviços). “A classe C utiliza os cartões de crédito para pagar as contas que estão para vencer enquanto não recebem. Esses créditos curtos servem como capital de giro. Porém, como os limites são baixos, eles não conseguem comprar bens duráveis, como fogão e geladeira. Outra função do cartão de crédito para a classe C é um seguro para momentos de emergência”, explicou Meirelles.

Outro aspecto que o consultor ressaltou é que muitos consumidores dessa faixa de renda estão começando a fazer suas compras pela internet. Hoje, 75% dos internautas têm renda de até cinco salários mínimos e 41% da classe C já fizeram compras pela internet. E 40% dos internautas que compram na rede visitam lojas físicas antes de decidirem pela compra na internet.

Geração C

Os jovens da classe C estão sendo chamados de Geração C e são 32 milhões de consumidores. Desses jovens, 53% têm cartão de crédito; 81,3% querem comprar carro; 54,2% sonham em viajar para o exterior; 59,1% pensam em trocar de computador; e 54,8% querem ter negócio próprio.

A publicidade para a classe C é algo que deve ser revisto, segundo Meirelles. Para o consultor, a comunicação voltada para esse público é falha porque se utiliza de conceitos que não são interpretados corretamente por esses consumidores. “As referências são diferentes; a educação e a cultura também. O que é óbvio para as classes A e B está longe de ser óbvio para a classe C”, explicou Meirelles.

O conselho do consultor é utilizar o que ele chama inteligente, simples e objetivo. “Por isso os bancos foram correndo buscar parcerias com o varejo porque o varejo tem credibilidade e sabe se comunicar com a classe C”, concluiu Meirelles.


Por Maria Fernanda Malozzi
Fonte: PropMark (www.propmark.com.br)
HSM Online

Riscos a produtividade. Fique ligado!

Ao final do dia, você vai fazer o balanço do que foi realizado e percebe que a produtividade da equipe que lidera está baixa. No outro, o mesmo é percebido. Então, você se pergunta: será que o medo da crise tem afetado a produção no ambiente de trabalho? A turbulência no cenário mundial, em si, não é o motivo, mas como a liderança está reagindo frente a ela. Levantamento realizado pela Robert Half mostrou o que realmente faz cair a produtividade de uma equipe, em um momento de turbulência. Além disso, a consultoria revelou maneiras de driblar essas situações.

A primeira delas é a mania de fazer reuniões. Pesquisa realizada pela Robert Half revelou que, para 27% dos entrevistados, elas são a maior fonte de desperdício de tempo no trabalho. Por isso, reavalie todas as suas reuniões, e pense duas vezes antes de programar as próximas. Elas são mesmo necessárias ou um e-mail resolveria a questão?

Riscos à produtividade

Outro ponto que prejudica a produtividade é cortar gastos com treinamento, para equilibrar o orçamento na crise. Aprimorar qualificações pode valer a pena no curto e no longo prazos. Porém, certifique-se de que aquilo que está sendo oferecido é de qualidade e está sendo usado de forma eficiente. Faça com que os profissionais compartilhem o conhecimento adquirido.

Transformar o trabalho em uma "missão impossível" também faz cair a produtividade da equipe. Nesse momento de crise, as pessoas que não são demitidas ficam encarregadas do trabalho que era realizado pelos dispensados. Se este for o caso, saiba dizer o que é prioritário. Delegue as demais tarefas ou adie sua execução. Isso ajudará a não sobrecarregar os profissionais.

Embora você possa se sentir hesitante quanto à contratação de um profissional em período integral, para lidar com a situação descrita acima, considere a admissão de um freelancer, por exemplo, para fazer frente aos projetos.

Ocupada versus produtiva

Não confunda uma pessoa ocupada com uma pessoa produtiva. No primeiro caso, o profissional pode demorar mais para executar uma tarefa e, por isso, mantém-se ocupado por mais tempo, mas isso não significa que está entregando resultados.

Um outro risco à produtividade apontado pela Robert Half é o clima de medo. Frequentemente, os membros mais confiáveis da equipe serão aqueles mais sobrecarregados e menos dispostos a falar sobre a crise.

A produtividade também fica abalada, durante a crise, se o líder não tem tempo suficiente para realizar tudo o que precisa. Ter apenas uma ou duas pessoas responsáveis por aprovação de projetos, por exemplo, pode causar congestionamentos da carga de trabalho. Se você não puder fazer isso, delegue a assistentes de bom senso, que possam tomar decisões por você e manter os projetos.

Por Flávia Furlan Nunes - InfoMoney