ADMINISTRAÇÃO: O GRANDE SEGREDO ESTÁ NO ÓBVIO

Administração: o grande segredo está no óbvio Entenda com Peter Drucker por que o caminho para os grandes resultados não está nas fórmulas complicadas, mas sim nas mais simples Para se conhecer a essência da Administração, nada melhor do que recorrer a Peter Drucker, considerado o guru dos gurus.

DEZ DICAS PARA SE DAR BEM NO AMBIENTE CORPORATIVO

Muitos profissionais não sabem agir em um ambiente corporativo. Para o sócio-fundador da Alliance Coaching, Pablo Aversa, transitar com eficácia e agilidade em uma empresa está diretamente ligada à capacidade de cada profissional em aceitar e assimilar as complexidades de cada empresa.

OS 7 ELEMENTOS QUE FORMAM UMA MARCA

Quando olhamos para um logo da Coca-Cola, do símbolo da Nike, do ícone do Android ou até mesmo para o boneco gordinho da Michelin, às vezes esquecemos que aquilo representa uma organização.

O QUE FAZER QUANDO SEU CHEFE TRABALHA AO LADO

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7 CARACTERÍSTICAS DE PROFISSIONAIS INDISPENSÁVEIS

De acordo com especialistas, entregar resultados é essencial, mas não é tudo; veja o que também importa para ter uma carreira de sucesso. Profissionais com um currículo de tirar o fôlego e

13 de maio de 2009

Competindo com a garotada

No filme "À procura da felicidade", Chris Gardner (Will Smith) é um desempregado com sérios problemas financeiros, que busca uma carreira estável para poder sustentar o filho. Eis que surge uma oportunidade para estagiar no setor de vendas de uma grande empresa. Mas ele se depara com um desafio: competir com jovens que têm muito mais tempo e condições para estudar e se dedicar ao trabalho do que ele.

O filme traz um dilema da vida real não muito comum, pois poucos são aqueles corajosos o bastante para, após anos de carreira, começar do zero e mudar de área, justamente à procura da felicidade, como insinua o filme.

A verdade é que está cada vez mais difícil competir com os jovens que estão entrando para o mercado de trabalho agora. Eles parecem ser mais criativos, arrojados, ariscos, desafiadores. Isso sem falar da vocação para lidar com a tecnologia, já que cresceram diante do mundo virtual.

Competindo com a garotada

O gerente da Robert Half, Roberto Britto, diz que os profissionais que decidem recomeçar em um patamar mais baixo em suas carreiras, e se veem diante da necessidade de competir com os mais jovens, não devem ser reféns dessa situação. "Trace uma meta a ser atingida e construa os caminhos para tal", aconselha.

"O que não pode é não ter garra e vontade, porque isso muitos profissionais da geração Y (que hoje têm entre 20 e 30 anos) têm de sobra", acrescenta. "Eles visam ao retorno mais rápido de seus esforços e ficam impacientes diante da demora da promoção", garante o especialista.

Use sua bagagem!

A principal dica de Britto é: concilie os pontos positivos da geração Y com seus próprios pontos fortes e obterá resultados rapidamente. As pessoas com mais tempo de estrada têm a experiência tanto profissional quanto de vida a seu favor; costumam agir com mais maturidade no ambiente profissional e, no momento atual, contam com uma vantagem valiosa: já passaram por outras crises econômicas, de forma que não estão apavoradas ou temerosas. E as empresas estão precisando dessa tranquilidade.

"Aproveite o convívio com os mais jovens para abrir a cabeça e absorver seus inusitados pontos de vista e conhecimentos", diz Britto, que citou como exemplo a ligação dessa geração com as redes sociais, ferramenta muito útil para conhecer pessoas e ampliar a rede de relacionamentos profissionais.

Não importa o quanto saiba, seja humilde!

Outro conselho é: seja humilde e flexível. "O profissional com mais anos de estrada não pode ser inflexível apenas porque é mais experiente, ou porque acredita que sabe mais. Aprenda com a garotada, para que possa ter mais vantagens competitivas". Por fim, não se esqueça que é essencial saber trabalhar em equipe e "se misturar", se quiser ser bem-sucedido neste desafio.

Por Karin Sato - InfoMoney

11 de maio de 2009

O planejamento estratégico

Nas últimas décadas, a expressão “planejamento estratégico” é presença constante nas discussões sobre gestão, qualquer que seja o tipo de empresa, de prestadoras de serviços a produtoras de bens, de organizações públicas a privadas, de micro a grandes instituições. A despeito da suposta adoção maciça desta prática, a crise mundial pegou muitos setores desprevenidos. Será que eles não tinham um planejamento estratégico ou este não foi devidamente elaborado?

Podemos dizer que as micro e pequenas empresas não têm um planejamento estratégico formal, ou seja, elaborado por meio de um modelo que facilite a tomada de decisões. É possível, também, afirmar que as grandes empresas, que costumam ter este tipo de plano, mas ainda assim se encontram em apuros, talvez não tenham previsto os riscos do mercado financeiro e suas conseqüências drásticas para a economia real. No entanto, é incomum entre os especialistas em gestão atribuir estes resultados negativos não ao modelo adotado, mas à equivocada consecução do que foi planejado.

Se houve falha no detalhamento das diretrizes, isto pode denotar falta de visão do planejador. Porém, a organização pode não ter cumprido com o que foi planejado. No primeiro caso temos um problema individual, originado exclusivamente por aquele que planejou. No segundo caso, a questão se coloca de modo coletivo, pois a maioria dos funcionários provavelmente deixou de cumprir com que estava estabelecido, ou não o executou corretamente.

Este fato é mais corriqueiro do que se poderia imaginar. Um dos motivos mais frequentes é que as empresas que se vêem às voltas com uma série complexa de metas a serem atingidas tendem a ser dispersivas no cumprimento destas. Por outro lado, organizações que definem um número mais modesto de objetivos podem direcionar seus esforços com mais propriedade.

Outra face deste problema é a falta de correta tradução das metas da empresa na forma de tarefas simples e que todos os funcionários sejam capazes de entender – quando não há compreensão de “onde se quer chegar” o “como chegar”, qualquer caminho escolhido ou resultado que se obtenha será considerado válido.

No centro desta questão do planejamento deve ser transmitida, de modo bem claro, a idéia de qualidade que os funcionários devem perceber e adotar ao executar suas tarefas. Isto pode ter vários nomes na empresa. Comprometimento é um deles, mas também podemos citar: remuneração adequada, liderança, motivação, descentralização de decisões e assim por diante.

Em síntese, a mensagem que desejamos deixar é esta: sem planejamento não se chega a lugar algum! Sobre isso não resta qualquer dúvida, assim como o fato de que planejar é uma arte. O que boa parte das pessoas ainda não entendeu muito bem é que nem o melhor planejamento do mundo trará resultados se não for implantado corretamente – e isto depende do empenho de todos os funcionários, que devem estar devidamente municiados de informações.

Ainda que, muitas vezes, os resultados de um bom planejamento demorem a ser atingidos, a receita é muito simples:

  1. Definir um número reduzido de metas para a organização e fazê-lo de modo claro;
  2. Traduzir estas metas em tarefas compreensíveis por todas as áreas que compõem a empresa;
  3. Capacitar constantemente os colaboradores para que estes possam cumprir suas tarefas;
  4. Desenvolver processos de liderança, motivação e trabalho em equipes;
  5. Controlar os resultados e corrigir rapidamente as distorções.

Por Paulo Roberto Lucas de Oliveira (economista, consultor empresarial em planejamento e gestão estratégica de negócios e coordenador de pós-graduação das Faculdades Rio Branco)

Como a Oi não para de crescer

Mesmo sem um sócio estrangeiro, a operadora é a única com um crescimento constante e já ameaça as rivais Vivo, Claro e TIM

Portal EXAME - A Oi (ex-Telemar) entrou atrasada no mercado brasileiro de telefonia celular. No entanto, desde o início de suas operações, em 2002, a empresa é a única que apresenta crescimento constante da participação de mercado e já se aproximou das concorrentes Vivo, Claro e TIM. Os resultados do primeiro trimestre, divulgados recentemente pelas operadoras (a exceção da própria Oi que divulga relatório no dia 14/5), mostram que as concorrentes vem perdendo mercado e, segundo preveem analistas, até o final do ano a Oi pode ultrapassar a TIM, que ocupa a terceira posição.

Do total de 154 milhões de assinaturas no Brasil, a Oi detém 20,67% e a TIM conta com 23,49% (veja a evolução no quadro abaixo). A líder Vivo vem registrando queda constante na participação desde 2003, quando respondia por 45,15% do mercado. No primeiro trimestre do ano, ela teve aumento em relação a 2008, mas os 29,9% estão distantes da marca de anos atrás. Nos últimos dois anos, a distância entre Vivo e Oi passou de 13 para 7,9 pontos percentuais.

O impressionante crescimento da Oi se deve a dois fatores que aconteceram no ano passado: o início das operações em São Paulo em outubro e a aquisição da Brasil Telecom (BrT) em abril, que deu à operadora cobertura nacional e a tornou mais forte na competição. O mercado paulista - com grande poder aquisitivo - é onde a Oi mais avançou. Só no primeiro trimestre ela registrou 44,4% do total de adições líquidas da região. Sem São Paulo, as adições da Oi teriam sido de 1,3 milhão, ainda assim a maior entre as principais operadoras. Na capital paulista, ela também é líder na portabilidade.

Além da ampliação de mercado, a estratégia da Oi pegou os clientes pelo bolso. O fim da multa, a venda de chips desvinculados do celular e as promoções de minutos baratos e gratuitos são responsáveis pelo grande número de novas assinaturas, tudo para torná-la líder. Essas medidas vêm sustentando o crescimento da empresa nos últimos quatro anos. "A tendência é que ela ganhe ainda mais participação. As promoções atraem novos usuários e quem está trocando de operadora", diz Raul Aguirre, da consultoria A.T.Kearney.

Onde investir para crescer?

Em relatório, a corretora Brascan afirmou que espera para este ano um número de adições líquidas menor do que as 29,5 milhões registradas em 2008, não apenas em função do cenário macroeconômico, mas também pelo fato da penetração de telefonia móvel no país alcançar 80,56% da população. A participação de mercado ainda é o principal critério para definir a liderança. Com um índice de celulares por habitante muito alto, as operadoras precisam traçar estratégias agressivas para atrair clientes da concorrência.

Para que isso aconteça, elas concentrarão os investimentos em tecnologia e serviços de atendimentos ao cliente como ampliação de lojas e aprimoramento de call-centers. Em 2008, 57% do total de investimentos da Oi foram direcionados à telefonia móvel, num total de 2,6 bilhões de reais, contra 552 milhões do ano anterior. Ainda assim uma cifra tímida perto dos 4 bilhões de reais investidos pela Vivo.

Depois da fracassada estratégia de focar no consumidor de baixa renda, a TIM voltou para os clientes de alto valor. A reestruturação aconteceu no final de 2008 e, por isso, a operadora apresentou um desempenho inferior ao das concorrentes neste início do ano. "Esperamos uma recuperação maior nos próximos trimestres", diz o diretor de Marketing da TIM, Rogério Takanayagi.

Já a Claro apresentou bons resultados no primeiro trimestre com 28,22% do total de adições líquidas e mudança da rede para tecnologia 2,5G e 3G. "Nós buscamos atender bem a todos os tipos de clientes, seja de alto ou baixo valor. O ideal é focar em rentabilidade e na ampliação da participação de mercado", diz Bernardo Winik, diretor de operação da empresa.

Os celulares no Brasil se dividem basicamente em 80% de pré-pagos e 20% de pós-pagos, algo que não deve ser alterado nos próximos anos. Quando entrou no mercado paulista, a Oi apostou pesado nas promoções para a maior fatia do mercado. "Tínhamos que atrair clientes e é no pré-pago que conseguimos isso", explica Flávia Bittencourt. A ideia é fortalecer a marca no estado para que depois haja um investimento na linha pós-paga.

Novos mercados

No dia 23 de abril a Oi anunciou sua primeira oferta para a Região 2, formada por Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal. Assim como fez quando começou sua operação comercial em São Paulo, a operadora decidiu focar, inicialmente, no segmento de clientes pré-pagos na área que antes era atendida pela Brasil Telecom.

As outras operadoras também têm planos para investir em mercados do Nordeste e do Sul. "Rio Grande do Sul, por exemplo, é um mercado onde temos baixa participação. Lá, podemos baixar as tarifas como forma de atrair novos clientes sem prejudicar a receita. Já em São Paulo, onde temos uma alta penetração, a estratégia é focar em clientes que rendam mais", explica Rogério Takanayagi, da TIM.

Em fevereiro, a Vivo passou a cobrir também os estados de Alagoas e Paraíba, ampliando assim sua presença no mercado do nordeste - onde a Oi é líder. O investimento inicial foi de cerca de 103 milhões reais. A Vivo já havia entrado em operação no Ceará e Pernambuco e passou a cobrir o Piauí e o Rio Grande do Norte, onde o investimento gira em torno de 308 milhões de reais. Pode ser difícil para as concorrentes aumentar participação no mercado nordestino frente à estratégia agressiva da Oi. Isso porque a região tem poder aquisitivo menor se comparada a outros lugares do país, o que pode facilitar a penetração da Oi com suas promoções.

Impasses da Oi

A taxa de desligamento de clientes da Oi é a maior entre as principais operadoras - 3,5% contra 2,3% da Vivo. Segundo a operadora, o número se refere à limpeza de clientes da base que durante os últimos três ou seis meses de 2008 não usaram o telefone. Isso significou menos 1 milhão de clientes. A ideia da Oi era começar 2009 com uma base atuante de usuários. O analista Eduardo Tude explica: "Muita gente utiliza a Oi como segunda linha para aproveitar as promoções. Por isso, quando não é mais interessante para o cliente, ele deixa de lado o aparelho. Mesmo assim, o cliente, pelo menos, testou a operadora e pode voltar para ela caso tenha gostado ou indicar para outras pessoas". Outro ponto que conta negativamente para a operadora é o alto índice de reclamações. Segundo a Anatel, em março quando foram divulgados os últimos dados a Oi/BrT lidera em número de reclamações.

A exceção da Oi, as operadoras apostam em redes de distribuição e venda de aparelhos como estratégia para atrair clientes. Todas estão presentes nas principais redes de varejo como Casa Bahia e Lojas Americanas. A Vivo, por exemplo conta com 11.000 pontos de venda de aparelhos e mais de 40.000 para recarga. Há dois anos a Oi deixou de comercializar aparelhos celulares por acreditar não ser o foco da operadora. "Se tivermos um bom serviço, clientes que compraram aparelhos em outras operadoras, certamente mudarão para a Oi se for mais vantajoso", afirma Flávia Bittencourt, diretora de Marketing da operadora. O intenso crescimento da base de usuários parece confirmar as vantagens da Oi. Resta saber se a estratégia será suficiente para levá-la à liderança de mercado no futuro.

Fonte: Portal Exame